(Apagado o primeiro "Nuvens de Orvalho", e depois de grande interregno, surge esta segunda via, com o principal objectivo de não perder ou deixar ao abandono alguns dos trabalhos do anterior.)

03/04/2024

Às Vezes Há Nevoeiro

Às vezes há nevoeiro
Cerrado
Ou semidenso
Intransparência branca
Como seda de um lenço
Que acoberta vales
E montes
Ribeiros e fontes
Sonega ao olhar
Um pedaço de horizonte
É um manto
Uma parede
Um silêncio uma sede
Folha de papel em branco
Um braço que não se estende
Uma mão que não se sente
Uma luz que não se acende
Um eco que não se entende
É o sol que não se abre

(Publicado originalmente em 07/06/2011 no primeiro Nuvens de Orvalho)

12 comentários:

  1. Belíssimo exercício de poética.
    Adorei esta imagem:
    "Intransparência branca
    Como seda de um lenço"

    Beijo

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  2. Não dei pela existência deste seu blogue!
    Estive por aqui a ler...
    Muito boa poesia! Parabéns.
    Beijinho

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  3. E é bem doloroso quando esse nevoeiro envolve a nossa alma, trazendo solidão, dor e desanimo ao nosso coração.
    Sentido e maravilhoso poema.
    Beijinhos

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  4. Excelente poema.
    Os meus aplausos para tanto talento.
    Beijinhos querida amiga Fá.

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  5. Que poema lindo, é
    triste o nevoeiro da vida.
    Um abraço!

    *Ane/De Outro Mundo

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  6. Há dias asssim *,~`))))
    e no desejo que seja um belo dia
    de Namorados
    com sorriso bonito *,* )))))) Bom dia.

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  7. Hermoso poema. Te mando un beso.

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  8. Great article and good poem. I followed your blog ok

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  9. A pesar de esa niebla siempre aparece un poco de luz, que por ese ver reencontramos la belleza de la verdadera luz, abrazo 🌹🌸🌷🍃🙏

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  10. “E assim, aguardamos por Dom Sebastião, quer ele venha ou não...”

    Neste poema fez-se Luz!

    Beijinhos

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  11. Bom dia, Fá
    Lindo poema, tem dias que o nevoeiro chega, mas, sabemos que o sol volta sempre a brilhar, e a esperança triunfa, um forte abraço.

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  12. Poesia melancólica e intensa
    Gostei muito
    :-)

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«abri os gomos do tempo
assaltei o mundo
e pensei que tudo estava em nós
nesse doce engano
de tudo sermos donos
sem nada termos»
(Mia Couto)

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