(Apagado o primeiro "Nuvens de Orvalho", e depois de grande interregno, surge esta segunda via, com o principal objectivo de não perder ou deixar ao abandono alguns dos trabalhos do anterior.)

09/01/2026

Desenho-te

Rabisco-te em folhas de papel
Desenho-te em tranças e laços de cordel
Sonho-te as formas
Contorno-te as normas
Revisto-te de imagens
Pinto-te de paisagens
Reproduzo-te em cores
Esqueço-te as dores
Cristalizo-te os momentos
Apago-te os lamentos
Limo-te as arestas
Circundo-te de festas
Vida...
Feita poema

Publicado originalmente em 22/07/2008 no primeiro Nuvens de Orvalho

4 comentários:

  1. Amiga Fá, boa noite de paz!
    Lindo poema onde a vida se transforma em poesia e festa.
    Tenha dias abençoados!
    Beijinhos fraternos

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  2. Bello poema. Te mando un beso.

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  3. Muito interessante este poema, em que poesia e vida se cruzam de diversas formas.

    Arte , vida e poesia articuladas !

    Que o teu ano 2026 seja esse feliz encontro!

    Beijinho

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  4. Turning life into a poem is the only way to make the hard parts bearable. We spend so much energy trying to smooth out the rough edges and erase the "laments," almost as if we can curate our own reality by how we describe it. It’s a beautiful, desperate act—to take the mess of existence and try to frame it with "string bows" and landscapes. In the end, we are all just trying to sketch a version of life that looks more like a celebration than a struggle.

    Please take a moment to read my new blog post.

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«abri os gomos do tempo
assaltei o mundo
e pensei que tudo estava em nós
nesse doce engano
de tudo sermos donos
sem nada termos»
(Mia Couto)

Leia pf: Indicações sobre os Comentários

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